terça-feira, 5 de julho de 2011

A Cigarra e a Formiga - La Fontaine




A Cigarra e a Formiga - La Fontaine

 A cigarra e a formiga – La Fontaine
La Fontaine (1621-1695)
Tradução de Bocage (1765-1805)

Tendo a cigarra, em cantigas,
Folgado todo o verão,
Achou-se em penúria extrema,
Na tormentosa estação.
Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.
– Amiga – diz a cigarra
– Prometo, à fé de animal,
Pagar-vos, antes de Agosto,
Os juros e o principal.
A formiga nunca empresta,
Nunca dá; por isso, junta.
– No verão, em que lidavas?
– À pedinte, ela pergunta.
Responde a outra: – Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora.
– Oh! Bravo! – torna a formiga
– Cantavas? Pois dança agora!
O Livro das Virtudes
Uma antologia de William J. Bennett, 1995



Relação das Equipes - Vespertino - 2011.1

A tabela abaixo foi composta na última aula. Caso haja alguma divergência quanto a informação, resolver até o dia 08 de julho. Depois disso, não haverá como mudar as informações, restando ao aluno repetir a disciplina. É importante deixar claro que uma vez tendo vencido o prazo de ajustes, nenhuma outra alteração será permitida. Qualquer problema no grupo deverá ser resolvido entre os componentes.

domingo, 3 de julho de 2011

EQUIPES - MATUTINO - 2011.1


A tabela acima foi composta na última aula. Caso haja alguma divergência quanto a informação, resolver até o dia 08 de julho. Depois disso, não haverá como mudar as informações, restando ao aluno repetir a disciplina. É importante deixar claro que uma vez tendo vencido o prazo de ajustes, nenhuma outra alteração será permitida. Qualquer problema no grupo deverá ser resolvido entre os componentes.

Orientação para as segunda e terceira avaliações

AVALIAÇÃO 2
Na biblioteca:
1.       Dividir em GTs (cinco grupos de trabalho)
1.1 fase 1: GTs de pesquisa
1.2 fase 2: GTs de elaboração de resumos.
2.       Retirar os livros da estante na ordem que foram dispostos pela biblioteca;
3.       Distribuí-los nos grupos;
4.       Preencher as tabelas (anexo 1);
5.       Guardar os livros na estante, observando a ordem de retirada;
6.       Elaborar uma tabela de resumos dos livros de literatura contendo: a) n° de ordem (mesmo das tabelas anexo 1), b) resumo da narrativa (se prosa) ou identificação do tema (se poesia) e c) as observações da equipe em relação ao livro.

Na sala de aula ou em extraclasse:

Elementos pré-textuais:
1.       Elaboração de relatório de atividade por grupo de trabalho;
2.       Título centralizado RELATÓRIO DE ATIVIDADE DA DISCIPLINA LITERATURA E EDUCAÇÃO, fonte Times New Roman, tamanho da fonte 14;
3.       Identificação do grupo (nome e sobrenome), fonte Times New Roman, tamanho de fonte 12, espaço simples, alinhamento centralizado, logo abaixo do título. Ex.:
RELATÓRIO DE ATIVIDADE DA DISCIPLINA LITERATURA E EDUCAÇÃO
SOBRE OS LIVROS DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL (OU DE TEORIA DA LITERATURA INFANTO-JUVENIL) DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNEB
Sheila Antunes, Cristovão Moura, Cremilda Fontoura
(turno xxxxxxx)

ELEMENTOS TEXTUAIS
4.       Corpo do texto - informações descritivas da atividade (o quê, onde, quando, para quê, como). Informar o número de livros pesquisados, as condições físicas deles, o total de livros encontrados na biblioteca e os temas dos livros. Conclusões sobre a atividade.
5.       Linguagem bem cuidada – escrita normativa, clareza quanto ao gênero relato (pertinência, sinceridade, informatividade e exaustividade),

ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
Anexos - anexar cópia (ou original) das tabelas de pesquisa e de resumos, fotos.

Obs.: No relatório deve constar o parecer do grupo. Observem se fale a pena manter o livro na biblioteca (condições físicas ou por questões temáticas e estéticas), em caso de manutenção do livro, se deveria ser adquirido uma nova versão. Observar também a ilustração (se existe ilustração, se é atrativa) Em relação aos livros teóricos, verificar quais os conceitos trabalhados nos livros, qual a concepção do autor ou autora em relação ao seu objeto de estudo, em relação ao ano se se faz necessário indicá-lo para leitura (dizer as razões), se deve verificar se há uma versão atualizada (se for importante mantê-lo como referência) ou se deve ficar na estante para pesquisa comparativa.

ATIVIDADE 3
1. Escolher um dos livros para a produção de um paper[1];
2. Sugestões para a composição escrita.

Parágrafo introdutório: apresente ao seu leitor como surgiu a ideia de escrever o texto, por que escolheu o livro. Informe os dados do livro assim como o público ao qual se destina e qual o seu propósito neste ensaio.

Parágrafos de desenvolvimento: resumo do livro, o tema que o norteia, como os elementos da narrativa (narrador, personagem, tempo, espaço, ambiente) se apresentam, como a estrutura narrativa se desenvolve (linear ou descontínua? É aberta ou fechada?), importância do tema na atualidade, informe se ele possui tom pedagógico ou não, se ele trabalha artisticamente com a linguagem (metalinguagem, poeticidade). É uma narrativa ou poema que seduz o leitor? Identificar os elementos que envolvem o leitor. Dizer as razões. Analisar a ilustração e a relação com o texto escrito. Escolha um aspecto do livro para análise. (temático, narrativo, estético, ilustração/narração, etc)

Parágrafo de conclusão: texto de encerramento veja se alcançou o propósito mencionado no parágrafo introdutório. Pode ser uma conclusão fechada (você dá as respostas) ou aberta (deixa que o leitor pense e dê a resposta)




[1] Ensaio, artigo ou dissertação sobre um assunto específico, publicado em periódico especializado ou nos anais do congresso ou outro tipo de evento em que tenha sido apresentado.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A VOLTA

Amanhã estarei na Uneb/Campus I conforme convocação dos gestores. Iremos retomar as nossas atividades, reorganizando o nosso planejamento de aulas e prazos de entrega dos trabalhos solicitados (já que não se trata apenas de reposição de aulas, mas de inicar uma atividade com um ritmo interrompido - não vou falar em retomar um ritmo porque, a meu ver, não há como).

Espero vê-los esta semana!  

segunda-feira, 2 de maio de 2011

CINEMA PARA ADOLESCENTES

Os filmes feitos para o público adolescente são quase que centrados nos seus espaços de socialização, em sua grande e absoluta maioria trata-se de uma experiência urbana, direcionando os espaços da família e a escola. Tenho em mente algumas películas em que os protagonistas são adolescentes: Os Incompreendidos, de Trauffaut; Grease (no tempo das brilhantinas), Mudança de Hábito, Crepúsculo, High School Musical, 17 Outra vez, Sexta-feira 13, Alvin e os Esquilos 2, entre vários outros. Alguns são mais focados na família, quando se quer tensionar as relações interpessoais entre pais e filhos, já outros são mais centrados na escola, quando se quer mostrar os conflitos das relações para além das familiares e a escola aparece majoritariamente como o espaço do exercício da maturação afetiva, das construções conceituais sobre a vida e das vivências e rituais que fazem parte desta fase da vida, tendo em vista sempre que os filmes tentam representar uma experiência específica: a urbana.
Mas de que forma a escola aparece nestes filmes?
Em Os Incompreendidos, a escola é opressora, tolhe a criatividade e menospreza o aluno. Em tempos de bulliyng, diria que a escola em Truffaut é a protagonista do constrangimento por parte do abuso de poder dos professores e o final aberto do filme, com o olhar em close up do protagonista que corre para o mar e se vira para mirar a câmera, nos coloca diante de uma dúvida quanto ao destino da personagem, já que este “final” é transferido para o espectador, talvez como provocação, no sentido de também responsabilizá-lo pelo o que pode vir a ser.  Nos musicais, trazendo para uma referência temporal mais próxima, a escola aparece como espaço de múltipla experiência: o amor, a amizade, a inveja, as disputas, a traição, enfim, vários sentimentos podem ser vividos no espaço escolar através das relações com os seus membros. As comédias com fundo moral, como Mudança de Hábito, tentam resgatar alunos pobres da marginalidade social através da música. Aliás, não são poucos os filmes que tentam, através da arte (literatura, teatro, dança, música, etc.) mudar o comportamento dos alunos. Além de Mudança de Hábito, podemos citar Um Amor para Recordar (romance), Vem Dançar (drama), Sociedade dos Poetas Mortos (drama), O Sorriso de Monalisa (drama), entre outros.  Em quase todos, mostra-se os conflitos dos adolescentes com a família, com as questões sociais e identitárias, com as regras sociais estabelecidas que entram em choque com os interesses pessoais dos adolescentes, ou quando os adolescentes estão tão enquadrados nos esquemas sociais que o professor aparece para devolver-lhes a irreverência perdida pelas práticas cotidianas disciplinadoras. Os filmes tentam, de forma sutil, ajustar os adolescentes aos códigos sociais ou, quando não, mesclam interesses das partes, como no filme de Liz Friedlander, escrito por Dianne Houston, Vem Dançar, estrelado por Antonio Banderas, em que a técnica do professor mistura-se ao estilo dos alunos, dando origem a um produto artístico contextualizado a partir da vivência dos alunos.
Na condição de professores, é importante que saibamos analisar esses filmes, já que eles são consumidos pelo público para o qual se destina. Mas nos vem uma questão: os filmes de fato contribuem para uma mudança de comportamento no plano real? É possível, dentro da indústria hollywoodiana, com uma estrutura narrativa tão definida e fechada, uma atitude espectatorial aberta? De que forma os espectadores vêem as “suas” representações nos filmes?