Espaço feito especialmente para a disciplina Literatura e Educação do Curso de Pedagogia, Campus I, da UNEB, com o objetivo de ampliar o canal de interlocução entre estudantes e a professora da disciplina (além de outros interessados no assunto).
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
PORRA: UMA AGRESSÃO DE GÊNERO
Há um texto sobre a celeuma em torno da música "eu te amo, porra" do cantor baiano que atende pela alcunha de "Tomate". Para além das questões morais, há um discurso machista e, perdoem-me a redundância, violento à mulher. Vale a pena conferir:
COMENTÁRIOS: PARA INÍCIO DE CONVERSA...
69 pessoas já comentaram a postagem sobre a sua experiência literária na escola. Descontando alguns comentários repetidos, minhas inserções, esse número deve reduzir para 60. Estou acompanhado os comentários de vocês. Algumas pessoas não postaram, mas ainda dá tempo...
QUESTÃO 2: O PAPEL DO PEDAGOGO COMO MEDIADOR
Uma outra provocação também muito interessante foi sobre o papel do professor como mediador entre o leitor e o livro. Maria José Palo define essa rede como "cadeia de mediadores" que controla o acesso da criança ao livro. Sendo assim, o livro chega às mãos da criança via esses mediadores que selecionam, dão acesso, orientam (ou induzem) o que a deve gostar de ler.
Uma das formas de construir o conhecimento é dialeticamente, o que pressupõe discussão, cotejamento de ideias, formulação e reformulação constante, até chegar a um ponto em que o sujeito esteja satisfeito com a resposta ou então já tenha convencido a sua audiência.
Diante disso, pensei no papel da escola, deste espaço de construção do conhecimento e qual o seu papel a neste processo, entendendo processo como as etapas que compreendem todos os momentos de formação do aluno, incluindo a proposta filosófico-pedagógica da escola e culminando com a ação do professor na sala de aula. Entendo o conhecimento como desenvolvimento de potencialidades cognitivas que incluem o conhecimento conteudístico e o conhecimento de si, das próprias emoções do indivíduo, ambos indissociáveis, a meu ver.
O professor, portanto, tem a função de possibilitar esse desenvolvimento da criança através da escolha, por exemplo, de uma literatura que favoreça a sua melhoria. A escola deve contribuir na formação de um sujeito melhor, enquanto pessoa e enquanto parte de uma coletividade. Esta afirmação implica em um outro movimento reflexivo: o que significa esse melhor? Tem a ver com uma adequação do aluno à ordem (e que ordem é essa?) ou questionamento dessa ordem? Além disso, como fazer para que ele possa discenir sobre os caminhos possíveis a seguir e os desdobramentos dessa escolha?
As questões acima me chamaram a atenção para as narrativas em que o heroi precisa passar por uma desdita para viver as peripécias que o conduzirá a uma consciência e recuperação de um equilíbrio incial, como se estivesse retomando o destino que foi interrompido, que antecede a sua escolha equivocada. Parece-me que o papel do professor é mediar a escolha, mas não fazer as escolhas pelos alunos, a fim de que eles possam viver as suas peripécias e recuperar, através da consciência, de um estado (se é que existe) mais ou menos equilibrado. Os desenhos animados operam com essa estrutura. Pensem em o Rei Leão: Simba faz uma escolha (induzida, é verdade) de curtir a vida, deixando o espaço livre para que outros possam fazer aquilo que ele deveria estar fazendo, enquanto isso a des-ordem se estabelece. Ele vive as peripécias que incluem bastante sofrimento para, enfim, "cair na real" e voltar (fisicamente ou psicologicamente) ao ponto de origem, antes da sua escolha, para tentar retomar a ordem, o equilíbrio. Neste aspecto, o filme o Rei Leão é bastante pedagógico, pois ensina que as pessoas são responsáveis pelas suas escolhas e que se outros estão ocupando os espaços que deveríamos estar ocupando foi porque deixamos. Mas há sempre uma chance para recuperar... o problema é que o filme precisa fechar e ele encerra com um final feliz, mantendo o esquema ordem-desordem-ordem, enquanto que na vida real, esse estado de equilíbrio é sempre confrontado e constante (para a nossa alegria ou desespero) até a morte do sujeito: ordem-desordem-ordem-ordem-desordem-ordem-ordem-desordem-ordem-ordem-desordem-ordemoudesordemmorte.
QUESTÃO 1: AUTOAJUDA
Algumas questões suscitadas na aula de ontem merecem aprofundamento. Uma delas foi sobre o conceito de autoajuda a partir da leitura e análise de duas narrativas que mostravam uma personagem figurativizada por uma abelha que buscava pela felicidade e por um conhecimento de si. O wikipédia nos dá algumas noções sobre o conceito, ainda que básico, de autoajuda, além de apresentar visões que ora criticam esse gênero ora o apoiam.Vale a pena conferir: http://pt.wikipedia.org/wiki/Autoajuda
Depois da leitura, podemos discutir aqui ou na sala sobre o assunto. Qual a sua opinião sobre uma literatua infantil baseada na autoajuda?
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
ATENÇÃO PARA O PRAZO DE ENTREGA
Os vídeos e artigo de crítica deverão ser entregues na data prevista, 10/12. Caso haja necessidade de ajuste, a equipe deverá rever o material para atender ao propósito da disciplina.quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
TURMA MATUTINO
No dia 22 de dezembro teremos uma aula específica sobre produção de texto científico que irá nortear o artigo que vocês eleborarão para a terceira nota.
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